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Justificativa

A realidade na América Latina é de crescente injustiça social, pobreza e desigualdade de oportunidades, em um continente com enormes recursos para a produção de alimentos e em que, sem embargo, 44% de sua população vive em condições de pobreza. Esta incrível situação reclama outra forma de conceber as estratégias de desenvolvimento e utilizar a produção de conhecimento científico, assim como repensar de maneira urgente as responsabilidades na elaboração de políticas participativas de cara a estas provocadoras realidades sociais.

Por sua vez, as transformações sociais na América Latina hão sido enormes no último quarto de século. As situações emergentes em diversos países de nossa região logo da dominada “década perdida”, com uma tendência sustentável (ainda que não linear nem homogenia) até o fortalecimento das democracias, hão transitado por distintas etapas e mostram transformações  profundas no papel que julgam os distintos atos sociais e políticos, derivadas também de novas ordens internacionais, incluídos os efeitos do denominado Consenso de Washington.

Neste contexto regional, novas concepções da realidade latino-americana foram evoluindo, permitindo pensar em diferentes formas de conceber a ação dos governos, sua responsabilidade social e as maneiras de considerar a participação dos diversos atos sociais nos destinos de suas comunidades.

A situação social e política na América Latina pedem novas alternativas de desenvolvimento, e o desenvolvimento local e a descentralização são, por sua vez, estratégias e instrumentos de desenvolvimento. Sua grande potencialidade radica em que representa uma estratégia diferente para o desenvolvimento, mas também isto propõe importantes desafios. Como sinala Enrique Gallicchio, “Se trata de um dilema para todos os atos, desde os partidos políticos até os atos sociais, o setor privado e as agências multilaterais, quem se propõem diversas soluções nas quais o desenvolvimento local, a descentralização e a participação são um comum denominador. O desenvolvimento local como fator de democracia e desenvolvimento sustentável não surge por casualidade, senão como resultado do estado da situação e como uma rota diferente e alternativa de desenvolvimento nacional e regional”.[1]

No panorama latino-americano, segundo Bernardo Kliksberg, “as altas cifras de pobreza (44% de pobreza, 19,4 de pobreza extrema, CEPAL 2003) não se correspondem com a privilegiada dotação de recursos naturais e nem se quer com os níveis de Produto Bruto e Produto Bruto per Capta. Trata-se do paradoxo de amplos níveis de pobreza em meio da riqueza potencial. (...) Análises recentes indicam com nitidez que o conjunto da situação está fortemente vinculada ao eixo de que a região apresenta agudas desigualdades que a convertem na mais inquietante do planeta.” [2]

Sobre estes antecedentes, a grave problemática regional de pobreza e iniqüidade reclama novas alternativas para abonar as necessárias transformações. A região social do desenvolvimento e as estratégias de desenvolvimento local –associadas a reformas políticas descentralizadoras- a governabilidade democrática e o fortalecimento de capital social, aparecem com chaves nos processos sócio-políticos contemporâneos em nossa região. O papel dos distintos atos involuntários nestes processos aparece interpelado pela realidade são imperativos urgentes.

Neste marco, que papel toca aos pesquisadores sociais nos novos cenários? Qual pode ser a articulação entre um universo mais amplo na concepção das políticas e as responsabilidades dos pesquisadores como produtores de conhecimentos? Qual é o papel que toca a pesquisa científica e seus produtos nesta nova modernidade?

Algumas destas interrogações estão no centro de interesse da experiência proposta pela Escola Regional de Verão MOST 2006. A formação dos jovens pesquisadores sociais de nossa região deve levar em conta estas responsabilidades e as novas realidades que reclamam uma contribuição científica pertinente. Na essência, se trata de fortalecer uma perspectiva ética do conhecimento, que se traduza em respostas a interrogativas tais como que implicações tem o que estamos fazendo? Que implicações têm a maneira de formular e resolver problemas que elegemos?

Por sua vez, neste marco sentido, distintos aportes realizados nos últimos anos sobre categorias teóricas complexas –tais como “sustentabilidade”, “Governabilidade”, “gestão social”, e “Capital social” - permitem visualizar a polissemia de suas abordagens. Sem buscar alcançar definições últimas, é importante resgatar a diversidade de pressupostos de base que se encontram nos debates contemporâneos sobre estes temas e contribuir ao fortalecimento dos sustentos filosóficos e teóricos de sua utilização.

O projeto que aqui se apresenta pretende contribuir ao avanço da reflexão sobre estas problemáticas e a sua ressonância em ações para superar a pobreza e as iniqüidades em nossa região.

O diálogo entre teoria e prática será um componente central no conceito da Escola MOST na Bahia em 2006. A presença de exposições teóricas, oficinas de experiências e visitas a projetos sócio-territoriais, favorecerão aprendizagens significativas dos participantes.


[1] Gallicchio, Enrique: “ O desenvolvimento local: Como combinar governabilidade, desenvolvimento econômico e capital social no território?, no cadernos do CLAEH nº 89, Dezembro 2004.

[2] Kliksberg, Bernardo: “Mais Ética, mais Desenvolvimento”. Temas Grupo Editorial, Buenos Aires, 2004.

por Rodrigo Maurício última modificação 07/02/2007 08:43
 

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