Economia Solidária ganha força no Brasil
A economia solidária é uma forma de produção e distribuição de riquezas centrada na valorização do indivíduo e suas potencialidades. Ela incentiva a cooperação e associação entre os trabalhadores para a geração de trabalho e renda, através da democratização da gestão do trabalho, valorização das relações de cooperação, distribuição de renda e fortalecimento do desenvolvimento local sustentável. As suas principais atividades estão na produção de bens, prestação de serviços, finanças solidárias, trocas, comércio justo e consumo solidário. É um modo de produzir, circular, poupar e emprestar que discute a divisão de classes entre empregados e a competição entre empresas e dentro das empresas.
Na economia solidária não há separação entre trabalho e renda, construindo dessa forma um ambiente socialmente justo e sustentável, pautado através de determinados valores como: ajuda mútua, responsabilidade, democracia, igualdade, equidade e solidariedade. Nos empreendimentos solidários não existe um dono. Todo o capital é dividido de forma igualitária entre os integrantes e juntos são responsáveis pela gestão dos negócios. No Brasil e em outros países da América latina esse setor vem se desenvolvendo cada vez mais devido à falta de empregos e o aumento da exclusão social funcionado como uma forma de geração de renda alternativa a essas pessoas.
Esse setor está sendo impulsionado a partir, principalmente de ações de organizações da sociedade civil (ONGs, Movimentos sociais, igrejas, etc) e atualmente ganhou o apoio do Estado através da implantação de políticas governamentais que ajudam a promover o seu desenvolvimento. A economia solidária não deve ser confundida com Terceiro Setor, no sentido de que ela não procura substituir o Estado nas suas obrigações legais e nem inibir a emancipação dos trabalhadores enquanto sujeitos protagonistas de direitos, ao contrário ela reafirma a emancipação dos trabalhadores enquanto sujeitos históricos.